terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O mistério dos dinossauros - Episódio 1

Trump anuncia adventista Ben Carson como secretário de Habitação



O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (5) a nomeação de Ben Carson, o neurocirurgião aposentado que disputou as primárias republicanas, como secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, ao retomar as consultas para a formação de seu gabinete.

Carson, um negro conservador profundamente religioso e que teve um bom momento durante as primárias republicanas, não tem experiência em políticas de habitação, mas citou sua infância em um bairro pobre de Detroit como credencial para o posto. Primeiro afro-americano nomeado para integrar o governo de Trump, que toma posse em 20 de janeiro, Carson "tem uma mente brilhante e é apaixonado por fortalecer comunidades e famílias dentro destas comunidades", afirmou o presidente eleito em um comunicado.

Serenidade
Carson liderou por um breve momento a primária republicana, com uma imagem serena e de fala pausada, um contraste com a disputa vociferante que acontecia ao seu redor. Sua candidatura, que inicialmente recebeu apoio entre os cristãos conservadores, perdeu fôlego pela falta de propostas e respostas claras sobre temas importantes.

O neurocirurgião aposentado, integrante da Igreja Adventista do Sétimo Dia, se apresentara como uma alternativa ao furioso Trump, pregando tolerância e compromisso. Trump o criticou sem trégua durante as primárias, ao acusar o adversário de ter um caráter "patológico". Mas Carson aderiu à campanha do magnata depois de abandonar a disputa em março, descrevendo o ex-rival como "um homem muito inteligente e profundamente interessado pelo país". Ben Carson levou Trump a um visita aos bairros marginalizados de Detroit em setembro, quando o agora presidente eleito tentava melhorar sua imagem entre os eleitores da comunidade negra. E saiu em defesa de Trump após a divulgação de um áudio de 2005 em que o republicano celebrava o fato de apalpar as mulheres.

Sonho americano

A história de Carson, 65 anos, é o padrão do sonho americano: nasceu pobre, foi criado por uma mãe analfabeta que se casou aos 13 anos e que foi abandonada pelo marido. Estudante exemplar, ganhou bolsa da Universidade de Yale e estudou na Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan. Aos 33 anos se tornou diretor de Neurocirurgia Pediátrica da Universidade Johns Hopkins. Recebeu aclamação mundial em 1987 ao realizar a primeira operação que teve sucesso para separar siameses unidos pela cabeça. Se aposentou em 2013 e passou ser conhecido nos círculos conservadores, com o discurso de como a fé e os valores familiares o ajudaram a superar as dificuldades e a realizar seu sonho. Sempre fala sobre a responsabilidade individual, o que o levou a criticar o estado de bem-estar, que segundo ele cria uma dependência entre os mais pobres.

Em 2008, chegou a receber do então presidente George W. Bush a Medalha da Liberdade, a maior honra civil do país. Carson também é autor de vários livros. Entre suas obras mais conhecidas publicadas em português estão Risco Calculado, Sonhe Alto e a autobiografia Ben Carson.


[Com informações de G1 e Agence France-Presse]

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Satanás pode ler nossos pensamentos?



De acordo com a Bíblia, o único que sabe os pensamentos de todas as criaturas do universo é Deus.

“Ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, perdoa, age e dá a cada um segundo todos os seus caminhos, já que lhe conheces o coração, porque tu, só tu, és conhecedor do coração de todos os filhos dos homens.” (1 Reis 8:39)

“O SENHOR conhece os pensamentos do homem..." (Salmos 94:11)

De acordo com estes textos, Satanás não pode ler os pensamentos dos seres humanos; a Bíblia não apresenta a Satanás como possuidor da onisciência (que sabe tudo); este atributo é uma qualidade apresentada nas Escrituras apenas para o Eterno:

“SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda." (Salmos 139:1-4)

Vejamos o que diz Ellen G. White acerca deste assunto::

“Satanás não pode ler os nossos pensamentos, mas pode ver os nossos atos, ouvir-nos as palavras; e por meio do seu longo conhecimento da família humana, pode moldar suas tentações para tirar vantagem de nossos pontos fracos de caráter. E quão frequentemente lhe revelamos o segredo de como poderá obter vitória sobre nós! Oh! como deveríamos dominar nossas palavras e ações! Quão fortes poderíamos tornar-nos se nossas palavras fossem tais que nos não envergonhássemos de enfrentar o seu registro no dia do juízo! Quão diferentes aparecerão elas no dia de Deus do que agora aparentam ao serem pronunciadas!” (Mensagens aos Jovens, p. 328)
A única coisa que o diabo pode fazer é “chutar” o que uma pessoa está pensando, pois ele aprendeu a conhecer algumas coisas olhando a fisionomia do rosto de alguém. Só em ver o semblante da pessoa, Satanás pode perceber se está nervosa, angustiada, etc.

O inimigo também poder saber o que está em nossos pensamentos através de nossas palavras e ações. Devemos ter muito cuidado no tipo de palavras que proferimos e como agimos. Não devemos dar chance a ele para que descubra todos os nossos defeitos de caráter. Quando ele descobre nossas fraquezas, passa a trabalhar em cima delas a fim que nos induza a pecar. Ele monta uma grande estratégia a fim de tentar nos pegar nos pontos fracos; e no momento em que ‘mostramos a ele’ nossos pontos fracos, mais chances damos às trevas para serem usadas contra nós.

"O adversário das pessoas não tem permissão de ler os pensamentos dos homens; é, porém, perspicaz observador, e nota as palavras; registra-as e adapta habilmente suas tentações de modo a se ajustarem ao caso dos que se colocam em seu poder. Caso trabalhássemos para reprimir os pensamentos e sentimentos pecaminosos, não lhes dando expressão em palavras ou ações, Satanás seria derrotado pois ele não poderia preparar suas especiais tentações para adaptar ao caso. Mas quantas vezes, por sua falta de domínio próprio, professos cristãos abrem a porta ao adversário das pessoas!" ((Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 658)

Satanás não pode entrar na mente sem nosso consentimento:
"Se vivemos inteiramente para Deus, não permitiremos que a mente se demore em imaginações egoístas. Se houver um meio qualquer pelo qual Satanás possa alcançar acesso à mente, ele semeará o seu joio e o fará crescer até que redunde em farta colheita. Em caso algum pode Satanás obter domínio sobre os pensamentos, palavras e ações, a menos que voluntariamente lhe abramos a porta e o convidemos a entrar. Ele entrará então, lançando fora a boa semente semeada no coração e tornando de nenhum efeito a verdade." (O Lar Adventista, p. 402)

Apesar de Deus nos ajudar a vencer, incluindo os maus pensamentos, isto não quer dizer que não tenhamos de fazer nossa parte. Devemos purificar nossos pensamentos, a fim de que não façamos ou falemos coisas erradas para que Satanás não tenha ainda mais armas para usar contra nós:

“Precisamos de um constante senso do enobrecedor poder dos pensamentos puros, e da danosa influência dos pensamentos maus. Ponhamos nossos pensamentos em coisas santas. Sejam eles puros e verdadeiros, pois a única segurança para qualquer pessoa é o pensar correto. Devemos usar todos os meios que Deus pôs ao nosso alcance, para o governo e o cultivo de nossos pensamentos. Devemos pôr a mente em harmonia com a mente divina." (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 659)


A purificação dos pensamentos - uma comunhão com Deus tão profunda a ponto de nossa vida ser plenamente dEle – é o que mais necessitamos. Ore a Deus. Tenha certeza de que, mesmo orando em pensamento, Ele irá atender-lhe. Creia no Eterno Senhor. Aceite a Jesus como seu Salvador. Fazendo isto, sua vida será outra e sua vitória será certa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O sábado não possui tarde e manhã

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Segundo algumas pessoas, o fato de a Bíblia não mencionar tarde e manhã em relação ao dia de sábado, em Gênesis 2:1-3 (como ocorre com os demais dias da semana em Gênesis 1), “significa que o repouso no sétimo dia não é literal”. Porém, por mais lógica que possa parecer o argumento, ele é insustentável à luz de uns poucos textos bíblicos:

Gênesis 2:3: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”


O sétimo dia é chamado de “dia” e aparece sequencialmente após o sexto dia da semana da criação (Gênesis 1:31). Indiscutivelmente, isso significa que o sétimo dia seria de 24 horas, assim como o dia anterior, o sexto dia.

Um dos motivos para não ser necessária a utilização da sentença tarde e manhã em relação ao sétimo dia, é o fato deste ter sido o último dia da semana, não havendo um oitavo dia sequencialmente, por exemplo. Os demais dias da semana foram seguidos de tarde e manhã porque viria um dia “diferente” na sequência (primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, quarto dia, quinto dia, sexto dia). Como, após o sábado, não existiria outro dia “diferente” (o novo ciclo semanal apenas iniciaria novamente no “primeiro dia”), nenhuma necessidade existiria em dizer: “houve tarde e manhã, o sétimo dia”.

Êxodo 20:11: “porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.”
O claro mandamento de Êxodo 20:8-11 leva a mente do leitor para a criação. Neste verso há a sentença: “porque, em seis dias fez o Senhor os céus…”. Só quem não quer não enxerga que Moisés está associando Êxodo 20:8-11 a Gênesis 2:1-3, de modo que a alegação de alguns “apologistas”, de que não se deve guardar o sábado “porque não encontramos a palavra sábado em Gênesis” é absurda, para não dizer, no mínimo, ridícula.

Isso indica que, se Deus tinha em mente um dia de 24 horas para Israel adorá-Lo, é óbvio que Ele está indicando que o sábado prescrito no Éden também tinha 24 horas. O argumento divino para os Israelitas observarem o sábado, desviando-se assim da idolatria praticada pelas nações vizinhas, só teria peso se Ele estivesse pedindo que eles observassem um dia de 24 horas conforme havia sido dado na criação.

Além disso, se o sábado fosse somente um “símbolo do descanso eterno”, seria totalmente desnecessário Deus exigir do povo de Israel: “Lembra-te” (do dia de sábado).

É óbvio que a lembrança foi exigida porque o dia estava sendo esquecido, e porque o Senhor esperava uma observância literal do sábado, dentro de um período de tempo de 24 horas.

Êxodo 16: o milagre do maná – Quando eles trabalharam no sábado (Êxodo 16:27), indo à procura do maná ou pão do céu que Deus já havia enviado em dobro no sexto dia da semana (Êxodo 16:22-26), o Senhor em Seu amor os repreendeu: ” Até quando vocês se recusarão a obedecer aos meus mandamentos e às minhas instruções?” (Êxodo 16:28).
Essa repreensão só teria razão de existir se o sábado tivesse sido compreendido não como um descanso simbólico, mas como um momento de adoração dentro de um intervalo de tempo literal.

Gerhard F. Hasel, em seu artigo Dias Literais ou Períodos de Tempos Figurados?, foi convincente na quantidade de dados que apresentou para comprovar a literalidade de todos os dias da criação, inclusive do sábado, como possuindo 24 horas. Ele diz que “os seis “dias” da criação associam-se em todas as instâncias com um numeral, na sequência de 1 a 6 (Gênesis 1:5, 8, 13, 19, 23, 31). O dia seguinte ao “sexto dia”, o “dia” em que Deus repousou, é designado como o sétimo dia [Gênesis 2:2 (duas vezes), e verso 3]. O que parece ser significativo é a ênfase dada à sequência dos numerais de 1 a 7, sem qualquer hiato ou interrupção temporal. Este esquema de sete dias, o esquema da semana de seis dias de trabalho seguidos por um sétimo dia como dia de repouso, interliga os dias da criação como dias normais em uma sequência consecutiva e ininterrupta. Quando a palavra yôm, “dia”, é empregada juntamente com um numeral, o que acontece 150 vezes no Velho Testamento, refere-se invariavelmente a um dia literal[1] de 24 horas.[2]”.

Que você, amigo leitor, deixe de lado argumentos aparentemente lógicos que, na realidade, são insustentáveis. Que sua decisão seja a mesma do povo de Israel após uma conscientização de que Deus deseja nossa adoração e obediência, apesar de imperfeitas:

“Então o povo descansou no sétimo dia.” (Êxodo 16:30).



[1] Segundo Hasel, “A única exceção, em números de 1 a 1000, encontra-se em um texto escatológico em Zacarias 14:7. A expressão hebraica yôm ‘echad empregada em Zacarias 14:7 tem sido traduzida de várias maneiras: “Mas será um dia singular” (Almeida revista e atualizada); “e haverá dia contínuo” (New Revised Standard Version); “será dia contínuo” (Revised English Bible); ou “o dia será um” (108). O “dia contínuo” ou o “um dia” do futuro escatológico será um dia no qual o ritmo normal de tarde e manhã, dia e noite, como conhecido hoje, será alterado de tal forma que naquele dia escatológico haverá “luz à tarde” (versículo 7). É geralmente aceito que este é um texto difícil da língua hebraica, mas que dificilmente pode ser usado para alterar o uso direto do vocábulo em Gênesis 1”.

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